Regulador britânico propõe taxa para BESS para reduzir fila de conexão à rede

regulador-britanico-propoe-taxa-para-bess-para-reduzir-fila-de-conexao-a-rede

O regulador de energia do Reino Unido, Ofgem, abriu consulta sobre a criação de um novo compromisso financeiro para sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) na fila de conexão à rede da Grã-Bretanha. A medida é descrita pelo órgão como uma “intervenção importante” para reduzir o excesso de projetos.

A taxa proposta seria aplicada a “tecnologias com excesso de solicitações” e exigiria que operadores de BESS apresentassem uma garantia financeira para manter sua posição na fila. O valor seria vinculado à capacidade prevista de cada projeto.

A proposta vem após um processo de reforma das conexões conduzido pelo operador da rede, o National Energy System Operator (NESO), que retirou 40% da capacidade de baterias em escala de rede da fila. Ainda assim, 83 GW permanecem priorizados na nova fila, além dos 7 GW de capacidade atualmente em operação.

Embora o setor espere que parte desses projetos não avance, se todos os empreendimentos que já possuem uma oferta de conexão fossem construídos, a capacidade instalada ficaria 14,8 GW acima dos 24 GW estimados pelo NESO como necessários para cumprir a meta de energia limpa do governo britânico para 2030. Em relação à necessidade projetada de 29 GW para 2035, o excedente chegaria a 61,7 GW.

O Ofgem agora sinaliza que pretende aprovar uma Oversubscribed Technologies Commitment Fee (OTCF), taxa que exigiria dos projetos um nível mínimo de compromisso financeiro. O valor começaria em £ 3 mil por MW e poderia chegar a £ 25 mil por MW caso a fila continue com excesso de projetos.

A medida seria implementada por meio de uma alteração no Connection and Use of System Code (CUSC), código que estabelece regras para a conexão e o uso do sistema elétrico da Grã-Bretanha. A mudança, proposta inicialmente pela desenvolvedora de BESS Field Energy em março de 2026 e denominada CMP470, provavelmente entraria em vigor em julho de 2027.

O Ofgem agora convida agentes do setor a apresentar contribuições sobre a proposta. Desenvolvedores de BESS e outras partes interessadas poderão comentar, entre outros pontos, se a criação da nova estrutura de cobrança é justificável, como deve ser feita a avaliação de impacto e quais dificuldades podem surgir na implementação.

Entre as possíveis alterações à proposta atual estão limitar a taxa ao valor máximo das garantias financeiras já exigidas de cada projeto, eliminar a cobrança quando o empreendimento iniciar a construção e retirar a isenção atualmente prevista para determinados projetos com sistemas de geração ou armazenamento compartilhando a mesma conexão à rede.

Os agentes interessados têm até 1º de outubro para enviar contribuições ao Ofgem.

O documento completo da consulta está disponível no site do regulador britânico.

Compartilhe: