O curtailment de usinas eólicas e solares deve ocorrer em 14% das horas de 2030, ante 19% em 2027, segundo projeção do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentada no Plano da Operação Energética 2026-2030 (PEN 2026), em julho. Apesar da redução prevista, os cortes de geração devem continuar presentes no sistema elétrico brasileiro.
Para a KRJ, fabricante brasileira de conexões para redes elétricas, a expansão das fontes renováveis e da geração distribuída amplia as exigências sobre a infraestrutura de transmissão e distribuição, especialmente em relação à segurança e à confiabilidade dos componentes.
“As mudanças no perfil de geração tornam a operação da rede mais dinâmica ao longo do dia e aumentam a exigência sobre toda a infraestrutura elétrica. Nesse ambiente, as conexões precisam manter desempenho e segurança mesmo diante de diferentes condições de carregamento e temperatura”, afirma Marcelo Mendes, gerente geral da KRJ.
O PEN 2026-2030 aponta que as restrições por razões energéticas, associadas principalmente à oferta superior à demanda em determinados períodos, continuarão sendo as mais frequentes. Os cortes tendem a se concentrar entre a manhã e o início da tarde, quando a geração solar se soma a uma demanda ainda relativamente baixa. A ocorrência também deve ser maior durante a safra de ventos, entre agosto e outubro.
A redução projetada pelo ONS considera fatores como o crescimento da demanda, a expansão da transmissão e o ritmo menor de entrada de novas usinas eólicas e solares conectadas à Rede Básica.
Ao mesmo tempo, a geração distribuída segue em expansão. Na segunda revisão quadrimestral das previsões de carga, divulgada em agosto pelo ONS, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a projeção de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) para 2030 foi elevada para 101.947 MW médios. A capacidade de micro e minigeração distribuída (MMGD) passou a ser estimada em 72,5 GW.
Para a KRJ, esse cenário reforça a necessidade de investimentos nos diferentes segmentos da infraestrutura elétrica, incluindo os componentes responsáveis pela interligação dos pontos da rede.
“A qualidade das conexões é parte fundamental da confiabilidade de qualquer sistema elétrico. À medida que a matriz se diversifica e a operação ganha maior variabilidade, componentes e soluções de conexão precisam acompanhar essa evolução com desempenho, segurança e confiabilidade”, acrescenta Mendes.



