Autel Apresenta Carregadores Modulares que Protegem o CapEx e se Adaptam ao Crescimento dos OperadoresAutel

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Em 12 e 13 de outubro, a Cidade do México abriu suas portas para o “Latam Mobility México 2026”, onde aconteceu a apresentação da Autel Energy, conduzida por César Alor Salinas, Diretor de Vendas de VE para a América Latina da Autel.

A palestra, atrelada à “Corresponsabilidade Energética”, abordou os desafios estruturais enfrentados pela implantação de infraestrutura de carregamento no México e apresentou as soluções tecnológicas que a empresa desenvolveu para superá-los.

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O Diagnóstico: Rede no Limite e Mercado em Crescimento

César Alor Salinas iniciou sua fala com um dado contundente: “30% das redes de distribuição finais estão obsoletas neste país”, e observou que os apagões contínuos são consequência do sistema ter caído “abaixo de 6% da reserva de potência”, o que levanta uma pergunta fundamental para o setor: “Com qual energia vamos alimentar as redes de carregamento?”.

O executivo da Autel apresentou uma série de dados para dimensionar o desafio. Destacou que 92% dos carregadores instalados no México pertencem à rede de recarga privada, seja em residências ou em pátios de recarga privados.

Além disso, alertou sobre os prazos de planejamento, observando que os estudos de pré-viabilidade “podem levar de 9 a 18 meses”, o que, em suas palavras, “mata qualquer esquema de investimento”. Some-se a isso o crescimento interanual de 22% nas vendas de veículos eletrificados no fechamento de junho, um número que evidencia um “amadurecimento do mercado”.

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DLB e ALM: As Tecnologias que Viabilizam a Corresponsabilidade Energética

Diante desse panorama, Alor Salinas apresentou dois recursos tecnológicos que, afirmou, são essenciais para a implantação de infraestrutura sem depender dos longos processos de licenciamento e reforço de rede.

O primeiro é o DLB (Dynamic Load Balancing), uma tecnologia que permite definir um valor de potência para um conjunto de carregadores e “fazer uma distribuição dinâmica de potência, dando a cada veículo o que ele precisa sem ultrapassar a potência máxima disponível”.

O executivo explicou que “os carregadores falam primeiro com o veículo para entender qual é o estado de carga”, ao contrário de um balanceamento fixo de potência. Ressaltou que essa tecnologia foi projetada “sob a ótica do veículo e não apenas da infraestrutura elétrica”.

O segundo é o ALM (Adaptive Load Management), que exige um medidor externo que monitora a demanda de energia de uma carga principal, como um edifício ou uma fábrica. “Nos horários de baixa demanda, quando cai a necessidade de potência naquele edifício, ele direciona toda a energia disponível aos carregadores”, explicou Alor.

Ambos os recursos estão incorporados nos carregadores da Autel e representam um exercício de corresponsabilidade energética.

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Modularidade e Proteção de CapEx

César Alor destacou que todos os carregadores de corrente contínua da Autel são projetados de forma modular, o que significa que um operador pode começar com um projeto de 30 kW, adicionar um módulo para chegar a 80 kW, depois a 100 kW e 120 kW, “conforme sua necessidade cresce”.

“Isso permite que cresçam conforme a necessidade e protege o CapEx”, afirmou. “Não é de catálogo, não é um projeto futuro; isso é real, operado no México com vários dos CPOs importantes que já estão trabalhando”.

Além disso, o representante da Autel abordou a falta de regulamentação do mercado mexicano quanto a tipos de conectores, observando que “temos todos os tipos de conectores que podem existir e certamente os que forem adicionados”.

Diante dessa realidade, destacou a flexibilidade dos carregadores da Autel para se adaptarem a qualquer padrão, e explicou que, se um operador tem um carregador CCS1 e no futuro migrar para NACS (o padrão que será obrigatório nos Estados Unidos até 2030), “simplesmente trocando o cabo, podem ter conector NACS duplo”.

Inclusive, em carregadores de até 3 MW, é possível “trocar o dispensador por GBT, NACS ou CCS1”. “Essas são as grandes vantagens de ter troca direta no local”, afirmou. Alor ressaltou que “isso é um fato comprovado”, já que a Autel implementou isso no México com operadores de pontos de recarga que realizam a troca no local em 15 minutos.

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Sistema Integrado e Casos de Sucesso

O executivo apresentou um caso de sucesso na Colômbia, em Anapoima, perto de Bogotá, onde “a rede elétrica é bastante fraca” e era necessário um reforço de rede muito caro. “Eles apostaram na tecnologia e instalaram um telhado solar e armazenamento em bateria”, explicou Alor.

O sistema, controlado pelo ecossistema da Autel, permite trabalhar com uma rede fraca “fazendo peak shaving (corte de picos) ou injetando energia diretamente nas baterias”. Esse tipo de solução, observou, também é aplicável às restrições que existem no México.

César Alor Salinas concluiu sua apresentação destacando duas vantagens competitivas da Autel no México. A primeira é a garantia de estoque local: “Temos equipamentos para entrega imediata de até 480 kW no México”. A segunda é o suporte técnico em espanhol: “Se tiverem um problema, há alguém que vai atender e vai atender em espanhol”.

“O negócio da eletromobilidade não para; precisa de agilidade”, finalizou.

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