Powersafe aponta cinco tendências para o armazenamento

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A Powersafe apresenta na Intersolar South America 2026, que acontece de 25 a 27 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, uma ampliação de seu portfólio de soluções de armazenamento de energia, com novos produtos para aplicações residenciais e de baixa tensão e avanços em sistemas BESS e infraestrutura de energia crítica.

Entre os destaques estão a nova bateria de lítio 12 V 100 Ah, para aplicações como backup, telecomunicações, mobilidade e sistemas off-grid, e a nova versão da bateria 48 V 100 Ah Wall, voltada principalmente ao mercado residencial. A empresa também amplia a parceria com a Huawei, incluindo soluções de UPS para ambientes de missão crítica.

Segundo o gerente de Renováveis da Powersafe, André Ribeiro, a estratégia representa uma mudança no posicionamento da empresa, que busca ampliar sua atuação de fornecedora de baterias para uma plataforma integrada de soluções de energia e armazenamento.

“Mais do que apresentar novos produtos, nosso objetivo na Intersolar é demonstrar uma plataforma completa de soluções de energia e armazenamento, capaz de atender diferentes perfis de consumidores e aplicações, com tecnologia, engenharia, integração e suporte local”.

A bateria de lítio 12 V 100 Ah amplia a oferta para aplicações de baixa tensão que tradicionalmente utilizam chumbo-ácido, com foco em eficiência, segurança, vida útil e densidade energética. Já a bateria 48 V 100 Ah Wall chega com novo design para o mercado residencial, buscando integrar o equipamento ao ambiente da instalação.

“A bateria deixa de ser percebida apenas como um equipamento técnico e passa a fazer parte da solução energética e arquitetônica da residência”, afirma o gerente.

Huawei amplia atuação em energia crítica

A Powersafe também reforça a parceria com a Huawei no segmento de UPS, combinando armazenamento, conversão de energia, gerenciamento inteligente e alimentação ininterrupta para aplicações que exigem alta disponibilidade. Entre os mercados estão data centers, hospitais, telecomunicações, infraestrutura de TI e instalações industriais.

A estratégia acompanha o crescimento dos data centers e o aumento da densidade de potência desses ambientes, impulsionado também por aplicações de inteligência artificial e computação de alta densidade.

“A combinação entre UPS, sistemas BESS, conversão de energia e gerenciamento inteligente permite construir arquiteturas mais completas, capazes de atender demandas de alta disponibilidade e confiabilidade energética”, destaca Ribeiro.

A empresa mantém ainda a expansão da parceria com a EcoFlow em armazenamento distribuído, energia de backup e soluções residenciais e portáteis. Com isso, o portfólio passa a abranger desde baterias individuais de 12 V e sistemas residenciais de 48 V até BESS de maior capacidade e soluções integradas de UPS.

Armazenamento ganha papel estratégico

A expansão ocorre em um mercado no qual o armazenamento começa a assumir uma função mais estratégica diante do crescimento das fontes renováveis e da necessidade de flexibilidade do sistema elétrico.

“O armazenamento deixou de ser uma tecnologia complementar à geração solar e passou a ocupar uma posição estratégica dentro da infraestrutura energética”, avalia.

A empresa identifica demanda crescente nos segmentos comercial e industrial, principalmente para redução de custos, gerenciamento de demanda, backup e previsibilidade energética. No mercado fotovoltaico, também observa a evolução para sistemas híbridos que combinam geração solar, armazenamento, gerenciamento de cargas e, em alguns casos, rede elétrica e geração de emergência.

Data centers, telecomunicações, hospitais, indústria e utilities aparecem entre os mercados com maior potencial, enquanto os grandes BESS conectados ao sistema elétrico são apontados como uma frente estratégica diante da evolução regulatória e dos primeiros mecanismos de contratação de armazenamento.

O principal desafio, segundo a Powersafe, é estabelecer um modelo econômico e regulatório que permita remunerar os diferentes serviços que uma bateria pode prestar, como arbitragem energética, redução de demanda, deslocamento de energia, controle de potência, suporte à rede e gestão energética.

“O principal entrave ainda é a construção de um modelo econômico e regulatório que permita monetizar adequadamente todos os serviços que uma bateria pode prestar”, afirma Ribeiro.

A empresa também destaca a necessidade de profissionalização do mercado, uma vez que os BESS envolvem engenharia elétrica, proteção, controle, EMS, PCS, gerenciamento térmico, segurança contra incêndio e integração com a rede. Nesse cenário, a Powersafe pretende avançar de uma lógica de venda de equipamentos para projetos completos de engenharia, com integração, suporte técnico e pós-venda.

A companhia também vê potencial no desenvolvimento de uma cadeia nacional de armazenamento e considera que o Brasil pode transformar seus recursos minerais e sua matriz energética em vantagem competitiva.

Cinco tendências para os próximos 12 a 18 meses

Para o período, a Powersafe prevê cinco movimentos principais: expansão dos sistemas híbridos, crescimento dos BESS comerciais e industriais, entrada mais forte dos grandes BESS conectados à rede, evolução dos EMS e da inteligência energética e maior integração entre armazenamento e infraestrutura elétrica crítica.

A empresa espera crescimento dos negócios no segundo semestre, impulsionado principalmente pelo amadurecimento do mercado. Para Ribeiro, a Intersolar funciona como catalisador ao reunir fabricantes, distribuidores, integradores, investidores, utilities e grandes consumidores, mas a mudança mais relevante está no perfil das demandas dos clientes, que passam a questionar não apenas o preço da bateria, mas o problema energético que ela resolve, o retorno do investimento e sua integração à operação.

A empresa vem se preparando para esse cenário com investimentos em portfólio próprio, parcerias tecnológicas, engenharia, capacitação e suporte técnico, além de soluções escaláveis que possam acompanhar a evolução da demanda dos clientes.

“Nossa visão é que o mercado brasileiro não caminhará para uma única tecnologia ou aplicação. Ele será formado por diferentes arquiteturas de armazenamento, dimensionadas de acordo com o perfil de consumo, necessidade de potência, duração do armazenamento e modelo de negócio”, finaliza o executivo da Powersafe.

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