Em comissão na Câmara dos Deputados, ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, citou a contratação de baterias como solução para instabilidade no sistema causada pelo aumento da participação de fontes renováveis na matriz elétrica.
Durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (CREDN) nesta quarta-feira (15/10) o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o governo planeja realizar um leilão para baterias ainda em 2025, em dezembro. A reunião discutiu temas relacionados à política energética brasileira, às relações bilaterais em energia e à segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN).
“Nós temos um grande desafio do setor elétrico que é o crescimento enorme das renováveis, o que cria uma instabilidade no sistema, não só no Brasil, mas no mundo inteiro”, disse Silveira. “Acabou de ter um problema sério na Espanha e em Portugal por causa dessa instabilidade, que só será resolvido com a bateria. Nós vamos poder literalmente agora armazenar o vento com a bateria. E eu quero anunciar em primeira mão que nós vamos fazer o primeiro leilão de bateria, de BESS, agora em dezembro desse ano ainda. Será um leilão histórico, vão participar as indústrias do mundo inteiro”.
Silveira também citou a expansão da capacidade de transmissão de energia para garantir a estabilidade do sistema. Em dezembro de 2023, foram contratados R$ 74 bilhões em projetos de transmissão. A expectativa é que, uma vez concluídas até o final de 2028, essas obras atenuem os cortes de energia.
“Há um descasamento entre transmissão e geração e nós estamos exatamente fazendo esse casamento com o fortalecimento da transmissão para que a gente possa continuar sendo o berço das energias renováveis”, disse o ministro. “A energia intermitente não dá segurança energética. Nós já tivemos noites em que produzimos 10 GW de energia eólica. E teve noites que nós produzimos 0,5 GW. (…) Por isso vamos fazer o primeiro leilão de bateria esse ano, para a gente começar a implementar a bateria no Brasil e estabilizar o sistema”.



