Performance ratio das usinas de GD é de 72%

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A taxa de desempenho, ou performance ratio (PR), média dos sistemas de micro e minigeração solar no Brasil é de 72%, variando ao longo do dia e dos meses devido a fatores como sazonalidade e sujidade. A estimativa foi apresentada durante um workshop técnico realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em parceria com a agência alemã GIZ e o Centro de Gestão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CGPDI), sobre o aprimoramento da metodologia de previsão de geração para a Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) no Brasil.

O estudo, detalhado pelo professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lucas Nascimento, analisou dados de quase 8.000 usinas de MMGD de uma amostra inicial de mais de 9.000 instalações obtida em parceria com a SolarZ.

Ele esclareceu que o valor de 72% de PR baseia-se na potência em corrente contínua (CC). Como a base de dados da Aneel informa apenas a potência em corrente alternada (CA), a nova metodologia do ONS para previsão da geração solar incorporará um fator de sobrecarregamento médio de 120%, o que elevaria a PR equivalente em CA para cerca de 85%.

O avanço da MMGD nos últimos anos dificultou o controle, por parte do Operador Nacional do Sistema, sobre a informação da carga global, com rampas de até 30 GW em poucas horas e redução acentuada da carga mínima diurna (efeito “curva do pato”).

Mesmo com os ajustes de PR e irradiação, a curva de carga projetada ainda diverge da verificada, que afunda mais que o previsto. O estudo aponta que o problema remanescente está na variável de potência instalada, sugerindo defasagem ou falta de atualização nos dados públicos da Aneel repassados pelas distribuidoras.

Os modelos de aprendizado de máquina foram validados por validação cruzada com dados de um ano. O ONS planeja atualizar suas rotinas de decisão e implementar um modelo semi-horário para a previsão de carga.

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