Apagão afeta 21 municípios baianos e reacende debate sobre resiliência energética

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Um apagão atingiu 21 municípios do Recôncavo Baiano e da região de Feira de Santana na manhã da última quinta-feira (11), provocando transtornos para moradores, comerciantes e serviços públicos. A interrupção afetou cidades como Feira de Santana, Cruz das Almas e Conceição do Jacuípe, deixando consumidores sem energia por cerca de duas horas.

Durante o período de interrupção, foram registrados impactos na mobilidade urbana devido ao desligamento de semáforos, além de prejuízos para estabelecimentos comerciais e serviços que dependem do fornecimento contínuo de eletricidade. O fornecimento foi restabelecido gradualmente ao longo da manhã.

Segundo informações divulgadas pela Neoenergia Coelba, a ocorrência teve origem no sistema de transmissão de energia, cuja operação é distinta da rede de distribuição administrada pela concessionária. Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre as causas técnicas do evento.

O episódio volta a chamar atenção para a importância da resiliência energética em instalações consideradas críticas, como hospitais, sistemas de saneamento, data centers, redes de telecomunicações e indústrias com processos contínuos.

Embora sistemas de armazenamento por baterias (BESS, na sigla em inglês para Battery Energy Storage Systems) não impeçam falhas na rede elétrica, eles podem reduzir os impactos de interrupções ao fornecer energia temporária para cargas prioritárias durante o período de indisponibilidade do fornecimento.

“Uma interrupção de uma ou duas horas pode representar perdas significativas para indústrias, estações de tratamento de água, operações logísticas ou data centers. Os sistemas BESS são projetados para manter essas cargas funcionando até o restabelecimento da rede”, afirmou Daniel Lopes, o CEO da Voltxs.

O executivo acrescenta que o armazenamento vem sendo cada vez mais adotado por consumidores que buscam maior segurança operacional. “Muitas vezes, uma interrupção de poucas horas é suficiente para comprometer processos produtivos, causar perdas financeiras e afetar serviços essenciais. O armazenamento de energia funciona como uma camada adicional de proteção para essas operações”, disse.

O mercado brasileiro de armazenamento de energia tem atraído atenção crescente nos últimos anos, impulsionado pelo avanço das fontes renováveis, pela busca por maior flexibilidade do sistema elétrico e pelo interesse de consumidores em soluções voltadas à continuidade operacional e à redução de custos energéticos.

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