Alexandre Silveira participou nesta sexta-feira (24/10) de uma série de reuniões bilaterais durante a missão oficial do governo federal à Ásia, que inclui agendas na Indonésia e na Malásia. O objetivo foi a atração de investimentos internacionais para o primeiro leilão de baterias que MME pretende realizar ainda este ano.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou nesta sexta-feira (24/10) de uma série de reuniões bilaterais com companhias chinesas do setor energético, durante a missão oficial do Governo Federal à Ásia, que inclui agendas na Indonésia e na Malásia. O objetivo foi a atração de investimentos internacionais para o primeiro leilão de baterias que o Ministério de Minas e Energia (MME) pretende realizar ainda este ano, marcando um novo ciclo de modernização e inovação no setor elétrico brasileiro.
A contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) pode ampliar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e garantir maior integração das fontes renováveis, como solar e eólica. A solução estrutural para o excesso de geração de energia nos períodos de baixa demanda — que podem colocar em risco a estabilidade da rede especialmente nos feriados como Natal e Ano Novo — passa pelas baterias.
“Estamos preparando o primeiro leilão de baterias do Brasil, que será fundamental para assegurar a estabilidade e a eficiência do nosso sistema elétrico”, afirmou Alexandre Silveira.
Durante os encontros, empresas como Huawei Digital Power, BYD, CATL, Envision, Sungrow, HyperStrong e Hithium Energy Storage apresentaram soluções e modelos de cooperação tecnológica voltados ao uso de baterias de larga escala e redes inteligentes. O ministro ressaltou que o leilão de baterias será realizado no escopo do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) — modelo regulatório que assegura potência elétrica disponível ao sistema nacional e que, nesta edição, incorporará um produto específico voltado a sistemas de armazenamento de energia.
Já há cerca de 18 GW de projetos com baterias prontos para serem cadastrados no próximo leilão, segundo a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE). A associação estima que a contratação de apenas 2 GW poderia destravar R$ 10 bilhões em investimentos.



