Portaria estabelece diretrizes para adoção de veículos elétricos e híbridos, com foco em redução de emissões, eficiência e uso de geração fotovoltaica nos pontos de recarga.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) instituiu, por meio da Portaria nº 897/2026, o Projeto MAPA Sustentável, que estabelece diretrizes para a transição da frota oficial da pasta para veículos de matriz energética renovável. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (26/03) e se insere no contexto das políticas federais de descarbonização e modernização da administração pública.
A iniciativa prevê a adoção gradual de veículos elétricos e híbridos, seja por aquisição ou locação, com base em critérios como eficiência energética, redução de emissões e custo total de propriedade. O texto também inclui veículos movidos a biocombustíveis sustentáveis dentro do escopo de alternativas elegíveis.
Segundo a portaria, a substituição da frota representa um avanço nas práticas de gestão ambiental do setor público, ao alinhar economicidade e inovação tecnológica às metas nacionais de redução de emissões. A medida dialoga com instrumentos como o Programa Mover, que incentiva eficiência energética e descarbonização no setor de transportes.
Um dos pontos centrais do projeto é a previsão de instalação de infraestrutura de recarga elétrica nas dependências do ministério. Os chamados Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE) deverão ser utilizados exclusivamente pela frota oficial eletrificada e seguir normas técnicas específicas de segurança e operação.
A portaria também estabelece que, de forma progressiva, os pontos de recarga deverão ser integrados a sistemas de geração de energia fotovoltaica. A diretriz indica uma tentativa de avançar para modelos de autoconsumo energético, reduzindo tanto custos operacionais quanto a pegada de carbono associada ao abastecimento dos veículos.
Além da infraestrutura, o MAPA determina a criação de mecanismos de monitoramento e controle da frota sustentável. Entre as exigências estão a elaboração de relatórios periódicos sobre consumo energético, emissões evitadas e desempenho operacional, bem como a transparência na divulgação dos resultados.
Outro aspecto abordado é a necessidade de qualificação técnica para manutenção de veículos elétricos e híbridos. A portaria estabelece que inspeção e reparos devem seguir normas específicas para sistemas de alta tensão, em conformidade com diretrizes de segurança do trabalho.
Embora a iniciativa tenha foco interno, a medida reforça uma tendência mais ampla de eletrificação de frotas institucionais no Brasil, com potencial de estimular cadeias associadas, como infraestrutura de recarga e geração distribuída. No caso do MAPA, a inclusão explícita da energia solar como parte da estratégia sinaliza uma convergência entre mobilidade elétrica e expansão da fonte fotovoltaica no setor público.



