O ideia desenvolver, testar e avaliar estruturas tarifárias inteligentes capazes de coordenar, de forma mensurável e eficiente, o uso simultâneo de geração distribuída fotovoltaica, armazenamento distribuído e veículos elétricos, no ambiente de baixa tensão. O orçamento total do projeto é de R$ 4,3 milhões, dos quais R$ 230 mil serão destinados aos medidores inteligentes.
A Aneel deve autorizar na próxima terça-feira (03/02) o início de um Sandbox tarifário da Equatorial Alagoas, a ser implementado em Maceió e Marechal Deodoro. O tema está na pauta da reunião da diretoria da agência. O projeto, intitulado “Integração Eficiente de Recursos Energéticos Distribuídos”, prevê o uso de tarifas horárias e a experimentação com tecnologia Vehicle-to-Grid (V2G). A autorização é temporária e experimental, com duração prevista de 22 meses, iniciando em fevereiro de 2026 e concluindo em novembro de 2027.
O ideia desenvolver, testar e avaliar estruturas tarifárias inteligentes capazes de coordenar, de forma mensurável e eficiente, o uso simultâneo de geração distribuída fotovoltaica, armazenamento distribuído e veículos elétricos, no ambiente de baixa tensão. O orçamento total do projeto é de R$ 4,3 milhões, dos quais R$ 230 mil serão destinados aos medidores inteligentes.
Escopo do projeto
Participarão do projeto 400 unidades consumidoras, que serão distribuídas em grupo de aplicação (200 UC) e grupo de controle (200 UC), selecionadas por sorteio aleatório. A amostra contempla consumidores residenciais, comerciais e de serviços públicos.
O grupo de aplicação será submetido a Tarifa Horária de Uso, incidente integralmente sobre o consumo de energia ativa (kWh), sem cobrança de demanda (kW) e sem parcela fixa mensal. A estrutura tarifária será definida com base em custos marginais horários de energia e de rede, sinalizando adequadamente os períodos de maior e menor custo sistêmico. O grupo também contará com medição inteligente e receberá “ações de comunicação e engajamento” para informar e envolver os participantes.
Já o grupo de controle permanecerá faturado pela tarifa padrão atual.
A divisão dos grupos possibilita uma comparação direta entre trajetórias de consumo e faturamento dos dois grupos, essencial para avaliar o impacto da tarifa experimental e das demais ações sobre o comportamento dos consumidores e os resultados econômicos e técnicos, subsidiando futuras decisões regulatórias.
O objetivo central é induzir o deslocamento da recarga de veículos elétricos para fora do horário de pico, permitindo a avaliação dos efeitos da tarifa inteligente sobre o comportamento do consumidor.
Além disso, o projeto inclui a autorização experimental para até 10 estações de recarga com tecnologia V2G, com injeção de energia na rede em condições previamente definidas. A energia injetada não participará do SCEE, sendo tratada como componente experimental, com avaliação de modelos de remuneração ou contratação de serviços de flexibilidade. A injeção de energia elétrica na rede de distribuição a partir de veículos elétricos será permitida apenas durante o período de faturamento diferenciado.
As tarifas diferenciadas utilizadas no Sandbox Tarifário serão publicadas por meio de Despacho da Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica da Aneel.



