Cibersegurança de inversores ganha destaque após restrições discutidas na Europa

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A discussão sobre a cibersegurança de inversores fotovoltaicos e sistemas de armazenamento ganhou novos contornos após a União Europeia avançar em medidas para restringir o financiamento de projetos que utilizem equipamentos de fornecedores considerados de “alto risco”. A iniciativa, destacada recentemente pela pv magazine Global, reflete uma crescente preocupação com a proteção de infraestruturas energéticas cada vez mais digitalizadas.

O tema tem chamado a atenção do setor solar em diferentes mercados, incluindo o Brasil, onde a rápida expansão da geração distribuída e dos sistemas de armazenamento amplia o número de equipamentos conectados à internet e integrados às redes elétricas.

Para Roberto Valer, CTO da Huawei Digital Power Brasil, a digitalização traz ganhos significativos de eficiência e inteligência operacional, mas exige que a segurança cibernética seja incorporada desde a concepção das soluções.

Segundo o executivo, a segurança digital não pode ser analisada apenas sob a ótica de equipamentos individuais, mas como parte da resiliência de todo o ecossistema energético.

“Em qualquer infraestrutura conectada, o risco cibernético deve ser enfrentado de forma sistêmica, combinando tecnologia, processos e governança. Isso inclui atualização regular de softwares, controle rigoroso de acessos, segmentação de redes, uso de credenciais fortes, monitoramento contínuo, resposta a incidentes e adoção de boas práticas por fabricantes, integradores, operadores e consumidores”, disse.

A Huawei destaca que a segurança cibernética e a proteção de dados são prioridades globais da companhia, sendo incorporadas aos processos de pesquisa, desenvolvimento, fabricação, entrega e operação dos produtos. Como fornecedora global de infraestrutura digital e telecomunicações, a empresa afirma manter investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento, além de laboratórios e centros de testes dedicados à validação da segurança, qualidade e confiabilidade de suas soluções.

Presente em mais de 170 países, a companhia informa que atua em conformidade com legislações locais, normas técnicas e padrões internacionais aplicáveis aos mercados em que está inserida. Entre as práticas adotadas estão gestão de riscos, proteção de dados, avaliação contínua de fornecedores e cooperação com clientes e parceiros para aprimorar os níveis de segurança.

O debate sobre a segurança de equipamentos energéticos conectados deve ganhar ainda mais relevância à medida que a participação de fontes renováveis, sistemas de armazenamento e recursos energéticos distribuídos cresce nas redes elétricas. Para especialistas do setor, a expansão da digitalização exige que fabricantes, desenvolvedores, operadores e reguladores avancem simultaneamente na adoção de protocolos e boas práticas capazes de fortalecer a resiliência cibernética das infraestruturas críticas.

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