C40 e GCoM impulsionam a coordenação multinível para estruturar projetos de eletromobilidade no Brasil

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Durante o “Latam Mobility & Net Zero Brasil 2026”, que rolou em São Paulo, Hélinah Cardoso (líder de engajamento da C40 e do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM) ) apresentou a palestra “A importância da coordenação multinível e das redes na estruturação de projetos de eletromobilidade e transporte”.

Na sua fala, Cardoso enfatizou que a articulação entre governo federal, estados, municípios e setor privado é fundamental para acelerar a transição para uma mobilidade elétrica eficiente e que realmente beneficie a população.

A especialista começou destacando um dado animador para o mercado brasileiro: em 2019, apenas um fabricante produzia ônibus elétricos no Brasil; hoje, já são dez. Essa competitividade maior, observou ela, permite que prefeituras e cidades sejam mais eficientes nos seus contratos e licitações, garantindo uma concorrência mais vantajosa para a população, que é a destinatária final dessas políticas.

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Políticas públicas que incentivam a eletrificação

Cardoso lembrou que, como foi dito no painel anterior do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, existem políticas públicas hoje para fomentar o avanço da eletrificação.

“Isso é muito importante porque o alinhamento entre o que é proposto no governo nacional, no governo subnacional e nos territórios pode fortalecer enormemente a agenda. A gente chama isso de governança multinível”, explicou.

Segundo a especialista, a prática acelera quando todo mundo trabalha conectado com o bem comum – o que permite agilizar a implementação e os resultados.

Hoje, o Brasil vive um momento em que existem políticas públicas financiando iniciativas de eletromobilidade e, ao mesmo tempo, municípios dispostos a implementá-las – fazendo seus contratos e licitações, e saindo de projetos-piloto para uma estratégia de médio e longo prazo para incorporar frotas de ônibus elétricos nas cidades.

C40

A governança multinível para acelerar resultados

Hélinah Cardoso foi enfática: a agenda de eletromobilidade não pode ser eficiente nem acelerada se não for uma agenda de todos – e se a gente não souber usar as competências que cada instituição e cada pessoa tem para oferecer. Por isso, ela propôs olhar para cada nível de governo:

  • O governo federal entra com as políticas públicas.
  • Os estados participam principalmente nas políticas de regiões metropolitanas.
  • As cidades têm um papel fundamental na operação, no desenho dos contratos e no planejamento.
  • O setor privado cumpre funções específicas para que a eletromobilidade cresça, avance e se torne cada vez mais benéfica para as pessoas.

“Se a gente conseguir falar mais com todos e todas, não vamos estar apenas beneficiando as populações e desenvolvendo tecnologias – vamos também entregar melhores condições para nós mesmos e para o território onde vivemos”, afirmou.

C40, o Pacto Global e o Mutirão Brasil

Cardoso falou em nome de duas redes de cidades: a C40 e o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM) . Explicou que essas organizações trabalham com cidades do mundo todo para ajudá-las a responder de forma cada vez mais qualificada às mudanças climáticas.

“Nossa grande missão nos últimos anos tem sido entender qual é a demanda dos territórios e das pessoas que vivem neles, e apoiar para que isso se transforme em projetos – que saia de um plano, de uma ideia, e se torne ação concreta no território”, destacou.

C40

Entre as linhas de trabalho, ela mencionou a estruturação técnica de projetos de eletromobilidade e mobilidade urbana em geral, facilitando a troca de conhecimento entre cidades e municípios, e acelerando o aprendizado e a escalabilidade dessas ações.

Durante a apresentação, Hélinah Cardoso anunciou que atualmente está sendo implementado o programa Mutirão Brasil – uma iniciativa também mencionada na sessão anterior do WRI Brasil. “É uma iniciativa para, de fato, tirar do papel o tema clima e transformá-lo em ação nas cidades”, explicou. O programa busca mobilizar e estruturar projetos nas áreas de transporte, mobilidade urbana e também resíduos.

Cardoso agradeceu e destacou os parceiros estratégicos nessa jornada: a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, que tem sido uma grande aliada política na implementação do programa; os ministérios; o WRI Brasil por toda sua experiência na agenda de mobilidade urbana; e o CCT, parceiro em eletrificação. “Que assim seja, que a gente consiga eletrificar muitas frotas nas cidades brasileiras”, desejou.

Convite para fazer parte da mudança

Para fechar, a líder de engajamento da C40/GCoM convidou todos os presentes que trabalham com eletromobilidade a fotografar e conhecer as cidades participantes, porque “vamos precisar de vocês para fazer as coisas acontecerem.”

“Com essa conexão, tenho certeza de que a gente vai longe”, concluiu, recebendo calorosos aplausos da plateia.

A palestra de Hélinah Cardoso deixou uma mensagem clara: a eletromobilidade sustentável não se constrói sozinha – ela se constrói por meio de redes, alianças e uma governança multinível que integre todos os atores.

Só assim os projetos vão sair do papel, ganhar escala e gerar impacto real na qualidade de vida das pessoas e na mitigação das mudanças climáticas na América Latina.

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Um 2026 de Consolidação para a Mobilidade

O Latam Mobility 2026 Tour continua sua jornada pela região, com o próximo encontro acontecendo em São Paulo, Brasil, nos dias 15 e 16 de abril. Lá, líderes dos setores público e privado se reunirão para analisar os avanços e desafios da mobilidade sustentável, a eletrificação dos transportes e as novas oportunidades para a transição energética na América Latina.

Este evento se consolidou como uma plataforma fundamental para conectar empresas, autoridades, startups e instituições que impulsionam soluções inovadoras em transporte limpo, infraestrutura de recarga, energias renováveis ​​e novas tecnologias para a mobilidade do futuro.

Após o Brasil, o tour seguirá para Medellín, Colômbia, nos dias 10 e 11 de junho, e chegará a Santiago, Chile, no dia 25 de agosto, reunindo especialistas e atores estratégicos para fortalecer ainda mais o ecossistema de mobilidade sustentável na região.

A turnê será concluída na Cidade do México, nos dias 12 e 13 de outubro, em paralelo ao Climate Economy Forum, em um evento que reunirá líderes do setor para impulsionar ainda mais a transição para sistemas de transporte mais eficientes, sustentáveis ​​e de baixa emissão na América Latina.

A transição já está em andamento. A Latam Mobility Tour 2026 será o ponto de encontro para acelerar decisões, conectar as principais partes interessadas e construir, de forma colaborativa, uma mobilidade sustentável na América Latina.

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