Maxus Alcança o Top Cinco de Marcas Elétricas e Amplia Sua Oferta para Picapes e Carga

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Maxus, a marca de veículos comerciais, de passageiros e elétricos pertencente ao grupo SAIC Motor e representada no Chile pela Andes Motor, continua consolidando sua presença no mercado nacional de veículos elétricos.

Segundo os últimos dados disponíveis da Associação Nacional Automotiva do Chile (ANAC), a companhia se posicionou entre as cinco marcas com maiores vendas de veículos 100% elétricos no acumulado até agosto de 2026, com 360 unidades comercializadas.

Esse desempenho ocorre em um contexto de crescimento acelerado do mercado chileno de veículos zero emissões e de baixas emissões, que durante os primeiros sete meses de 2026 acumulou 34.818 veículos vendidos, 95,4% a mais que no mesmo período do ano anterior.

A alta sustentada no preço dos combustíveis, impulsionada pelo chamado “bencinazo” de março, tem sido um dos principais motores dessa expansão, segundo reconheceu Diego Mendoza, secretário-geral da ANAC.

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O eDeliver 3: O Furgão Elétrico que Conquista a Distribuição Urbana

O modelo carro-chefe da estratégia elétrica da Maxus no Chile é o eDeliver 3, um furgão 100% elétrico projetado especificamente para operações de última milha e distribuição urbana.

Com 294 unidades comercializadas no acumulado até agosto, o eDeliver 3 se posicionou entre os dez modelos elétricos mais vendidos do país, segundo dados da ANAC.

O veículo se destaca por combinar eficiência energética, capacidade de carga e sustentabilidade. Seu motor de 85 kW gera 114 cv e oferece uma autonomia de mais de 200 quilômetros, com capacidade para transportar até 1.000 kg de carga.

Essas características o tornaram um parceiro confiável para a entrega de última milha, um segmento em que a marca estabeleceu parcerias estratégicas com empresas como Mercado Livre, FedEx, DHL, Chilexpress e PepsiCo.

Um dos marcos mais relevantes na consolidação do eDeliver 3 no Chile foi a renovação da aliança estratégica entre Chilexpress, Maxus e Gama Mobility, anunciada em junho de 2026. No âmbito desse acordo, a empresa de entregas expressas incorporou 140 novos furgões Maxus eDeliver 3 à sua frota nacional, consolidando assim a maior frota elétrica de logística do país.

Esta operação não só reforça a presença da Maxus no segmento de veículos comerciais elétricos, mas também representa um avanço significativo na transformação sustentável da logística chilena.

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Uma Oferta Ampliada para Carga e Picapes Elétricas

A Maxus não limita sua estratégia elétrica ao eDeliver 3. A companhia está ampliando sua oferta para segmentos como distribuição urbana, transporte de carga e picapes elétricas, respondendo à crescente demanda por soluções zero emissões em diferentes setores produtivos.

Segundo informações divulgadas pela companhia, sua proposta inclui alternativas voltadas à distribuição urbana, ao transporte de carga e a diferentes exigências de trabalho, segmentos em que a marca continua ganhando terreno no mercado nacional.

Entre os modelos disponíveis no mercado chileno está a picape T90 EV, uma alternativa de cabine dupla com uma bateria capaz de proporcionar uma autonomia de até 471 quilômetros.

Além disso, a marca comercializa o eDeliver 9, um furgão de maior capacidade que complementa sua oferta de veículos comerciais elétricos. A Andes Motor destaca que a Maxus atualmente conta com a maior linha de veículos elétricos do país.

A consolidação do eDeliver 3 como um dos modelos elétricos mais vendidos do país, junto com a ampliação de seu portfólio para novos segmentos, sugere que a Maxus continuará desempenhando um papel protagonista na transição para uma mobilidade zero emissões no mercado chileno.

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eDeliver 9

Crescimento Recorde e Desafios Pendentes

O desempenho da Maxus se enquadra em um mercado chileno de veículos zero emissões e de baixas emissões que mantém uma trajetória de crescimento sustentado.

Segundo dados da ANAC, nos primeiros sete meses de 2026 foram comercializados 34.818 veículos desse tipo, 95,4% a mais que no mesmo período de 2025. Os veículos 100% elétricos (BEV) somaram 6.206 unidades nesse período, com crescimento de 105,4%, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) alcançaram 4.429 unidades, 219,6% a mais.

Em julho de 2026, o mercado registrou 4.496 unidades comercializadas, 48,8% a mais que no mesmo mês do ano anterior. A ANAC atribuiu esse dinamismo ao alto custo dos combustíveis e às estratégias comerciais adotadas pelas marcas, que ampliaram sua oferta e melhoraram as condições de acesso a modelos eletrificados.

No entanto, a associação adverte que o Chile ainda se encontra em uma fase de adoção inicial. Diego Mendoza salientou que “o Chile está avançando em eletromobilidade, mas não podemos confundir uma alta taxa de crescimento com um mercado consolidado“.

Até julho de 2026, os veículos eletrificados plug-in representam apenas 6,4% das vendas de veículos leves e médios, muito longe da meta de 20% para 2030. Mendoza também destacou a necessidade de “algum programa de incentivo para que as pessoas queiram entrar nesse veículo”, e criticou que Tesla e BYD, que concentram cerca de 45% das vendas de carros elétricos, ficam de fora da Lei de Eficiência Energética.

Um Mercado em Expansão com Infraestrutura como Tarefa Pendente

O futuro do mercado chileno de veículos elétricos apresenta tanto oportunidades quanto desafios. A ANAC projeta que em 2026 serão comercializadas cerca de 20.264 unidades de zero e baixas emissões, com uma participação de 6,2% no mercado total, cifra que poderá subir para 58.237 unidades e 15,7% do mercado em 2030.

O Santander, por sua vez, projeta vendas totais entre 315.000 e 320.000 unidades para 2026, com uma estimativa central próxima de 318.000 unidades.

O principal desafio continua sendo a infraestrutura de recarga. Ignacio Rivas, do Centro de Mobilidade Sustentável, advertiu que “o Chile está vendendo mais veículos elétricos a cada dia, mas a infraestrutura de recarga simplesmente não chega a tempo“.

Atualmente, aproximadamente 60% das comunas do país não contam com nenhum ponto de recarga pública, uma lacuna que afeta especialmente as zonas remotas e que requer, segundo Rivas, financiamento estatal direto seguindo o modelo da Noruega, onde o governo cobriu 100% dos custos de instalação.

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