O Governo de São Paulo anunciou a abertura de um edital para apoiar a implantação de usinas solares fotovoltaicas em municípios paulistas e um investimento de R$ 4,3 milhões para a construção de uma usina de 1 MWp em Águas de São Pedro. As iniciativas, apresentadas durante a Semana do Meio Ambiente, contam com recursos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop).
O chamamento público prevê apoio técnico e financeiro de até R$ 5 milhões para projetos municipais de geração solar. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a iniciativa busca ampliar o acesso à energia renovável, reduzir despesas com eletricidade e contribuir para as metas climáticas do estado.
Os recursos serão destinados prioritariamente a pequenos e médios municípios com menor grau de desenvolvimento econômico. Entre os critérios de seleção estão indicadores socioeconômicos, participação no Programa Município VerdeAzul (PMVA), ações de eficiência energética e iniciativas voltadas à melhoria dos serviços de iluminação pública. As manifestações de interesse poderão ser enviadas até 29 de junho, com divulgação do resultado prevista para 3 de julho.
Segundo a secretária da Semil, Natália Resende, o programa permitirá que os municípios transformem gastos recorrentes com energia em investimentos para a população, ao mesmo tempo em que fortalece a agenda de descarbonização paulista.
Como parte da estratégia, o governo estadual apoiará a implantação de uma usina fotovoltaica de 1 MWp em Águas de São Pedro, na modalidade de autoconsumo remoto. A energia gerada será utilizada para compensar o consumo de prédios públicos municipais e dará suporte a iniciativas de eletrificação, incluindo a substituição do sistema de aquecimento de água do balneário municipal, atualmente abastecido por GLP, e a instalação de carregadores para veículos elétricos da futura frota pública.
De acordo com estudos realizados pela prefeitura com apoio da Semil, o município gasta cerca de R$ 3 milhões por ano com energia, combustíveis e manutenção de estruturas públicas. A expectativa é que o projeto reduza despesas operacionais e evite aproximadamente 250 toneladas de emissões de CO₂ equivalente por ano, servindo como modelo para outras cidades interessadas em acelerar a transição energética.
A geração solar fotovoltaica em São Paulo alcançou 10,4 TWh em 2024, crescimento de 16% em relação ao ano anterior, segundo o Balanço Energético do Estado de São Paulo (BEESP). A fonte passou a representar 12% da eletricidade gerada no estado, consolidando-se como a terceira principal fonte da matriz elétrica paulista.
Segundo a subsecretária de Energia e Mineração, Marisa Barros, o avanço é impulsionado principalmente pela expansão da geração distribuída, pela busca por economia na conta de luz e pela maior competitividade dos sistemas fotovoltaicos.



