FIT Energia fornecerá energia solar distribuída para rodovias da Motiva em São Paulo e no Paraná

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A Motiva, empresa de infraestrutura de mobilidade, firmou contrato de dois anos com a FIT Energia, do Santander, para o fornecimento de energia solar para concessões rodoviárias nos estados de São Paulo e Paraná. O acordo, no modelo de geração distribuída solar, prevê o suprimento de energia limpa e renovável para praças de pedágio, bases operacionais e administrativas, sistemas de iluminação e câmeras de monitoramento das rodovias e deve gerar uma economia anual de 22% na conta de luz.

O contrato contempla um volume estimado de 2.636 MWh por ano em créditos de energia para 293 unidades consumidoras em baixa tensão, com potencial para chegar a um volume de 11.231 MWh para 350 pontos de consumo com a evolução da demanda das concessionárias da Motiva. Com essa operação, a expectativa é evitar a emissão de 479 toneladas de CO₂ por ano nas rodovias durante o pico do contrato, volume que equivale ao plantio de 21,7 mil árvores anualmente.

A parceria entre as partes garante o fornecimento de energia elétrica limpa para algumas das principais rodovias do país. Entre as concessionárias beneficiadas está a Motiva AutoBan, que opera um dos principais eixos viários do Brasil, o Sistema Anhanguera-Bandeirantes. Além disso, a parceria também vai abastecer a RioSP, operadora da Presidente Dutra, entre São Paulo e Seropédica (RJ), e da Rio-Santos, entre Ubatuba (SP) e Rio de Janeiro.

O contrato também contempla o Sistema Castello Branco-Raposo Tavares (ViaOeste e Motiva Sorocabana) e um conjunto de rodovias paranaenses operadas pela Motiva Paraná. Tanto a Motiva Sorocabana quanto a Motiva Paraná poderão usar a energia solar para abastecer as suas frotas operacionais de veículos elétricos, tornando essas concessões ainda mais sustentáveis e com uma menor pegada de carbono em suas atividades.

A energia gerada nas usinas fotovoltaicas da FIT Energia, localizadas nos municípios de Bebedouro, Altair, Limeira, Pacaembu, Lorena, Cubatão e Sorocaba, em São Paulo, e Campo Mourão, Capanema e Colorado, no Paraná, será destinada à compensação de créditos de energia nas rodovias da Motiva em São Paulo e Paraná.

Estratégia de descarbonização

Desde 2024, o consumo de energia das operações da Motiva em trilhos, rodovias e aeroportos já é 100% baseado em fontes limpas e renováveis. A parceria com a FIT Energia faz parte da estratégia da companhia para manter essa operação limpa.

Para antecipar a meta, originalmente estabelecida para 2025, a Motiva construiu uma estratégia na área de energia organizada nas seguintes frentes: investimentos em produção própria de energia em diferentes modalidades e a migração dos seus ativos para o mercado livre, com a assinatura de contratos de energia associados à aquisição de certificados de energia renovável (IRECs).

No fim de 2024, a Motiva se tornou sócia de três usinas eólicas no Piauí, marcando o seu primeiro projeto de autoprodução por equiparação. Esses empreendimentos abastecem as operações de trilhos no Estado de São Paulo, fornecendo energia limpa para as Linhas 4-Amarela e 5-Lilás, de metrô, e para as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (ViaMobilidade), de trens metropolitanos.

A Companhia também opera 6,3 MWp de usinas solares próprias instaladas em áreas de suas rodovias em Santa Catarina (ViaCosteira), Rio de Janeiro (ViaLago) e Rio Grande do Sul (ViaSul). Além disso, possui outros contratos de geração solar distribuída para abastecimento de energia limpa para rodovias no Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Essas ações contribuíram para que a Motiva encerrasse 2025 com uma redução de 61% nas suas emissões de escopo 1 (diretas) e 2 (uso de energia elétrica) na comparação com 2019, cumprindo com 8 anos de antecedência a meta de diminuição de 59% até 2033, aprovada pela Science Based Targets initiative (SBTi). Para alcançar este resultado, a companhia zerou as suas emissões de escopo 2 ao final de 2024, com 100% dos seus ativos atendidos apenas com energia elétrica de fontes renováveis.

Eletrificação para reduzir emissões diretas

Com a redução de 61% das suas emissões ao final de 2025, a Motiva construiu um plano de transição para manter a sua pegada de carbono dentro da meta aprovada com o SBTi. Além de manter as emissões de escopo 2 zeradas, com a continuidade da estratégia de consumir energia elétrica apenas de fontes renováveis, a companhia pretende avançar na redução das emissões de escopo 1.

Nos últimos dois anos, a companhia conquistou três novas concessões de rodovias (Motiva Paraná, Motiva Sorocabana e Fernão Dias), e tem a possibilidade de obter novos ativos em 2026. Além disso, novas estações de metrô vão entrar em operação nos próximos anos no Metrô Bahia, na Linha 4-Amarela (SP) e na Linha 5-Lilás (SP), além da assunção da operação da Linha 17-Ouro (SP).

Atualmente, os combustíveis móveis e fugitivos representam 59% e 35%, respectivamente, das emissões de escopo 1 da Motiva. Por conta disso, a estratégia montada prevê algumas alavancas para a descarbonização, que são: acelerar a eletrificação da frota operacional, como guinchos leves e ambulâncias, expandir o uso de combustíveis de baixo carbono para veículos que não podem ser eletrificados e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes em suas operações metroferroviárias, tanto nos vagões quanto nos prédios.

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