A BYD passa a atuar também no transporte sobre trilhos no Brasil com a entrada em operação da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo. O projeto marca a estreia da fabricante no setor ferroviário fora da China e amplia sua presença em diferentes frentes da mobilidade elétrica no país.
Com 6,7 km de extensão, a linha conecta o Aeroporto de Congonhas às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda. A operação começa de forma parcial, em horário reduzido, e deve evoluir gradualmente até atingir capacidade estimada de cerca de 100 mil passageiros por dia em plena operação.
Foto de: BYD
O sistema utiliza composições do tipo monotrilho, com cinco carros e capacidade para mais de 600 passageiros. O diferencial está na arquitetura elétrica: os trens operam com baterias embarcadas e dispensam a dependência contínua de alimentação externa, podendo percorrer alguns quilômetros de forma autônoma.
A solução utiliza a mesma base tecnológica da bateria Blade, já aplicada pela BYD em carros elétricos e ônibus. Na prática, a empresa leva para o transporte de massa um componente que vem sendo central na sua estratégia global, com integração entre diferentes modais e aplicações energéticas.
Foto de: BYD
Movimento que amplia o escopo da BYD, que já atua no Brasil com veículos de passeio eletrificados, ônibus elétricos e produção local de componentes, além de projetos ligados a energia solar e armazenamento. Com o monotrilho, passa a operar também em trilhos, consolidando uma atuação integrada no ecossistema de mobilidade elétrica.
A Linha 17-Ouro também representa a chegada do sistema SkyRail ao país. Desenvolvida pela própria BYD, a tecnologia já é utilizada em cidades chinesas e passa a ser exportada como solução completa de transporte urbano.
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O projeto em São Paulo, no entanto, ainda entra em operação de forma gradual, após um histórico longo de atrasos e mudanças ao longo da última década. A fase inicial indica um sistema ainda em consolidação, com expansão prevista conforme o avanço operacional.
O movimento indica que a BYD continuará ampliando sua atuação para além do automóvel e passa a disputar espaço também como fornecedora de infraestrutura de mobilidade elétrica, levando sua tecnologia de baterias para diferentes escalas de transporte.



